Terapia por ondas de choque (TOC)

Durante a 2ª Guerra Mundial, nadadores que foram expostos às explosões de bombas apresentavam-se intactos externamente, porém, em seus tecidos internos apareciam sinais de regeneração celular ou leve trauma, o que foi atribuído às ondas de choque propagados dentro da água desencadeados por tais explosões.

No início dos anos 80 a Terapia de Ondas de Choque Extracorpórea começou a ser usada na Urologia para o tratamento de cálculos renais num procedimento chamado Litotripsia (quebra de pedra).

Em 1990 foi verificado que este método também era eficaz em Patologias Ortopédicas, cujo sistema buscava estimular o processo de cura biológica em tendões, tecidos circunvizinhos e ossos, em benefício de tratamentos de inflamações crônicas dos tendões, calcificações no ponto de inserção dos músculos ou tendões e fraturas com retardo ou não da união óssea.

Podem ser tratados os casos de:

  • Fasceíte Plantar com ou sem esporão
  • Pseudoartrose (Fraturas não consolidadas)
  • Síndrome do Manguito Rotador
  • Bursites Trocantéricas
  • Ombro Congelado
  • Epicondilite lateral no Cotovelo
  • Tendinites no Quadril e Joelhos

Não é recomendado quando:

  • Há presença de tumor ósseo;
  • Há presença de alterações no metabolismo ósseo;
  • Em casos de alterações nervosas ou circulatórias;
  • Em gestantes;
  • Sobre a placa de crescimento ósseo;
  • Em órgãos do corpo que apresentem gás ou ar (como o pulmão).

O tratamento não é invasivo, não há sangramentos, e é realizado em regime ambulatorial em três sessões, com duração média de 30 minutos cada sessão, conforme indicação clínica.